Em março de 1991, o Governador Leonel de Moura Brizola cria a Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Negras - SEDEPRON, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, único órgão de primeiro escalão de governo estadual dedicado especificamente à formulação e implementação de políticas públicas de combate à discriminação racial e de ação compensatória em favor das populações discriminadas. Mais tarde, o nome é modificado para Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras - SEAFRO.

Além de inaugurar um balcão de cidadania para receber queixas de vítimas de atos e omissões de discriminação racial (precursor do Disque-Racismo), a SEAFRO atua junto às Secretarias de Justiça e de Segurança para criar a primeira delegacia especial para crimes de racismo. Localizada na Praça Tiradentes, a delegacia é inaugurada pelo secretário de segurança e governador Nilo Batista.

Outro projeto da SEAFRO, Força Jovem, capacita jovens para o mercado de trabalho.

A secretaria realiza fóruns e encontros, na capital e no interior do Estado, com vistas à capacitação de professores para o ensino da história e cultura afro-brasileira. Antecipando as ações previstas pela Lei federal n. 10.639 de 2003, publica os livros A África na Escola Brasileira e Sankofa: Resgate da Cultura Afro-Brasileira, para distribuição às escolas e bibliotecas públicas do Município e do Estado. Por ocasião da Conferência Mundial da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Rio-92, organiza o Colóquio Dunia Ossaim: os Afro-Americanos e o Meio Ambiente.

A Secretaria institucionaliza a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra no dia 20 de novembro, por meio de atos cívicos realizados junto ao Monumento a Zumbi dos Palmares na Praça XI, com a presença de autoridades do governo e diplomatas africanos. Zumbi é homenageado com desfiles das escolas da rede pública cujos patronos são afrodescendentes e apresentações culturais como o Ballet de Senegal.


 
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